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O Clubhouse, aplicativo de conversas por voz, chegou e já virou febre no Brasil. Exclusivo para Iphone e limitado para pessoas com convite, o app ganha destaque pela exclusividade e praticidade.

Lá, pessoas podem conversar somente por áudio, tornando a comunicação mais direta e ativa e não é possível nenhum tipo de interação por imagem. A ferramenta permite a criação de salas com tempo de duração pré determinado.

De modo geral, o app possibilita a transmissão de conversas como se fosse um podcast ao vivo, o que gera maior conexão e mais intimidade entre os ouvintes e palestrantes.

É possível organizar a sala para que todos falem (speakers), onde o limite para ouvintes é de 5 mil pessoas simultâneas.

Existe a possibilidade de somente uma pessoa (moderador) controlar a conversa e há, ainda, a opção em que somente o criador da sala pode falar.

Uma das premissas do Clubhouse é manter a privacidade dos usuários, por isso não há opção de gravar conversas e elas não ficam armazenadas dentro da plataforma, exceto quando um usuário relata algum problema dentro do app.

 

Como surgiu o Clubhouse?

O app foi criado por Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e por Paul Davidson, empresário do Vale do Silício.

Ambos contam que se conheceram em 2011 e de lá para cá, testaram várias ideias para chegar ao que é o hoje o Clubhouse. 

A proposta do app foi lançada em março do ano passado nos Estados Unidos, mas somente esse ano o aplicativo bombou no Brasil. 

O app funciona somente com um convite e cada novo usuário pode convidar até 2 pessoas. No aplicativo, o usuário marca uma lista de temas em que tem interesse.

Desse modo, o algoritmo vai entregar uma homepage mais alinhada com os gostos do novo usuário, mostrando opções de salas de bate-papo que se relacionam com os assuntos citados.

 

Por que o app fez tanto sucesso?

O Clubhouse ganhou o gosto de algumas personalidades internacionais e também nacionais.

A popularidade do app deu um ‘boom’ graças a uma divulgação espontânea de Elon Musk, fundador da Tesla, que no início de fevereiro usou a ferramenta para entrevistar Vlad Tenev, CEO do aplicativo de investimentos Robinhood.

Além disso, no Brasil, Boninho, o diretor do Big Brother Brasil demonstrou interesse no app ao conversar sobre o reality show.

No Google, o número de pesquisas pelo app disparou cerca de 525% em uma semana, segundo relatório do próprio buscador.

No Twitter, por sua vez, a ascensão do app foi um dos assuntos mais comentados, chegando a alcançar os “trending topcis”, ou “assuntos mais comentados”, em tradução livre. 

 

Bauru marcando presença no app

O sucesso da ferramenta é tanto que a cidade de Bauru, no interior paulista, já tem um grupo de pessoas que utiliza a ferramenta e vem explorando todas as suas funcionalidades. 

 

 

O interessante da ferramenta é que por trás dela existem certas estratégias que chamam atenção.

Segundo os conceitos do design comportamental, os vieses cognitivos da ferramenta dão vantagem a ela sobre outras concorrentes.

Um exemplo disso, é o acesso por meio de convites que gera gatilhos de escassez nos usuários e faz com que as pessoas tenham curiosidade em relação a ferramenta.

Além disso, a segmentação para os dispositivos IOS faz com que o público que utiliza o aplicativo seja mais específico, dando o ar de certa exclusividade para os usuários do app.

Bruna Ciafrei, Gestora de Experiência do Cliente no Mobsite conta que como diferencial o Clubhouse apresenta uma boa usabilidade. Segundo ela “é tudo muito prático, a interface permite que você faça tudo com um só clique”.

“O legal da ferramenta é que é como se você tivesse voz para falar com as pessoas no mesmo nível, deixando tudo mais horizontal. Se eu quiser entrar em contato com uma pessoa muito importante no mundo, com a ferramenta eu consigo ter uma chance de falar com essa pessoa acessando uma sala de bate-papo, com alguns cliques. Isso pra mim é o mais interessante, essa possibilidade de networking”, conclui Bruna.