No Blog do Mobsite sempre falamos sobre como redigir artigos pensados para o Google e otimizados de acordo com as regras de SEO.

 

Embora seja essencial saber produzir conteúdo para os meios digitais, temos que lembrar que sempre escrevemos para humanos e, por isso, devemos exercitar a escrita inclusiva. 

 

O que é escrita inclusiva? 

 

A escrita inclusiva tem como principal objetivo deixar de repetir vícios de linguagem e diminuir a exclusão de determinados grupos da sociedade.

 

Como já sabemos, a comunicação é essencial para passar a mensagem que você deseja para as pessoas, mas, muitas vezes, nos esquecemos que a nossa forma de falar pode ser completamente exclusiva. 

 

Por tanto, se preocupar em falar de uma maneira mais abrangente e respeitosa não é o “politicamente correto”. É essencial para que possamos falar com o maior número de pessoas possíveis e que possamos transmitir a nossa mensagem para todos. 

 

Nos últimos anos, tem crescido os debates sobre a escrita inclusiva para mulheres, LGBT+ e pessoas com deficiência. Grupos que costumam ser excluídos da comunicação diária.

 

Escrita inclusiva sem gênero: linguagem neutra

 

Esse tipo de escrita que se popularizou na internet busca acabar com o binarismo das palavras, ou seja, o masculino e feminino. Assim, os termos passam a perder o gênero e contemplar todas as pessoas. 

 

É muito comum no nosso dia a dia, quando não sabemos quem é o nosso interlocutor, trata-lo como masculino. Isso ocorre, porque a língua portuguesa privilegia esse gênero. É normal falar “o cliente” ou “o leitor”. 

 

Além de ser uma comunicação que exclui as mulheres, ela também negligencia as pessoas que não se identificam com nenhum dos dois gêneros. Assim, flexionar uma palavra para o feminino não é suficiente, embora também seja importante.

 

Assim, surgiu a necessidade de criar uma escrita inclusiva sem gênero, é o que chamamos de linguagem neutra. 

 

Muita gente que apoia a inclusão na comunicação, acaba usando o “x” ou o “@” para neutralizar as palavras, mas essa não é uma prática que deve ser utilizada. 

 

Isso porque essa linguagem EXCLUI as pessoas com deficiência e pessoas que sofrem com dislexia. O leitor para cegos não consegue traduzir esses termos e essas palavras são difíceis de serem lidas por disléxicos.

 

Além disso, ocorre outro problema: elas não são pronunciáveis. Você não consegue tirá-las do ambiente digital e usá-las na comunicação diária.  

 

Porém existem alguns macetes que você pode adotar, como, evitar usar artigos no começo das frases. Por exemplo, você pode trocar “os colegas chegam às 14h” por “colegas chegam às 14h”.

 

Você também pode usar o “e”, pois ele não tem gênero. Assim, você substitui “dos líderes” por “de líderes”. 

 

Os adjetivos com gênero também podem ser trocados pelos neutros. E para não usar ele ou ela,  você pode falar “as pessoas”, assim, como você observou nesse texto.

 

Essas são algumas dicas que podem te ajudar nessa caminhada. Pode ser difícil no começo, mas, com o tempo, vai vir automaticamente. 

 

Também não ache que essa é uma modinha que vai passar. A linguagem neutra é uma consequência da mutação da linguagem, que tende a seguir a evolução da sociedade. O jeito que falamos hoje em dia é bem diferente de há 100 anos atrás. 

 

Como empresário, redator, comunicador e especialista em marketing, você precisa começar a criar conteúdos com escrita inclusiva. 

 

E vale ressaltar: você  não precisa usar a comunicação neutra em tudo e sim utilizá-las quando você fala de pessoas!

Escrita inclusiva para cegos: atributo Alt   

 

Como abordado no tópico anterior, o “x” e o “@” não devem ser usados, porque os leitores de tela não identificam. Entretanto, você sabia que pode facilitar a leitura de pessoas com deficiência visual?

 

Você que trabalha com SEO, já deve ter visto que os plugins pedem para você colocar a palavra-chave no atributo Alt. 

 

Isso ocorre, pois essa descrição é lida pelos equipamentos e, consequentemente, os cegos conseguem entender quais imagens e outros objetos são exibidos.

 

Assim, dedique um tempo para fazer uma boa descrição e crie conteúdos acessíveis. Você deve priorizar a simplicidade e utilizar frases curtas e diretas.  Você passa horas escolhendo um artifício visual para que ele não seja compreensível?

 

Lembre-se também: se existe um texto na sua imagem, não esqueça de incluí-lo no atributo Alt. 

 

Escrita inclusiva para disléxicos

 

Agora você precisa pensar em como tornar o seu conteúdo mais fácil de ser lido por pessoas com dislexia ou que têm dificuldades de compreensão,  fazer assimilações gráficas e nos processos de aprendizagem.

 

Entre as principais dicas para realizar uma escrita inclusiva é fazer textos com frases diretas, evitar frases redundantes, não cometer erros de gramática, pontuação e ortografia e não fazer uso de jargões, metáforas e abreviações. 

 

Além disso, não formate o seu texto para ficar justificado, evite fontes serifadas, use negrito e sublinhado para destacar. Além de ajudar pessoas com limitação de compreensão,  incluir os links em uma frase completa e não apenas em uma palavra auxilia pessoas que têm dificuldades motoras.

 

Já quando for pensar no visual do seu site,  crie um hierarquização simples e utilize tópicos para os conteúdos. Também evite colocar textos pretos em cima de fundos totalmente brancos. Isso dificulta a leitura. 

 

Escrita inclusiva para não ofender

 

Ao escrever qualquer texto, você precisa pensar se o conteúdo ou escolha de palavras estão perpetuando algum preconceito ou são desrespeitosas. 

 

Você precisa observar se os seus conteúdos negligenciam fatores como raça ou etnia; religião; deficiência; orientação sexual; identidade de gênero e atributos físicos. 

 

Algumas palavras ofendem e devem ser evitadas.

 

Em casos de etnia, não é legal utilizar “denegrir”, “mulato”, “de cor” e “inveja branca”, por exemplo. Quando se trata de religião, termos como  “macumbeiro”, “terrorista” e “crente” também são preconceituosos. 

 

E lembre-se: sempre que for se referir a pessoas com deficiência você deve usar SEMPRE a denominação que você acabou de ler: pessoa com deficiência

 

Também não utilize “opção sexual”, “homossexualismo”, “bicha”, “veado”, “sapatão”, “traveco” e “indeciso”. Esses termos não são adequados e refletem desrespeito. 

 

Também não diminua as mulheres com termos sexistas como “coisa de mulherzinha”, “macho”, “coisa de homem” e principalmente não erre o artigo quando se referir a uma pessoa trans. 

 

Também não objetifique corpos humanos usando palavras como “gostosa” e “musa”. Você não deve falar “cabelo ruim”, “gordo” (no sentido pejorativo) e “quilos a mais”. 

 

Essas são algumas palavras que você deve evitar, mas existem muitas outras que reforçam estereótipos, por isso, se a palavra parecer ofensiva, na dúvida, NÃO USE. 

 

Utilize essas dicas para criar uma comunicação mais humanizada e universal. Existem outras várias formas de tornar a linguagem e o seu site mais acessíveis que não foram abordados neste artigo, mas essa já é uma excelente forma de começar!