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Se você está por dentro do que os veículos de comunicação estão pautando, é provável que já tenha ouvido falar no fim dos cookies.

Essa novidade chegou por volta de janeiro de 2021, mas em abril se intensificaram os debates.

Tudo começou com o anúncio do Google que informou recentemente que vai desativar o uso dessa tecnologia para os sites.

 

Mas para início de conversa, o que são os Cookies?

Os Cookies, apesar de pouco citados até então, executam uma tarefa um tanto quanto importante, rastreando todas as ações que o usuário realizou durante a navegação.

Os Cookies registram os dados dos sites que ele visitou, o que pesquisou e todo o seu comportamento dentro das páginas, de forma individualizada.

Resumidamente, ele rastreia as informações na navegação e facilita as marcas e empresas a conhecerem o usuário, mapeando seus comportamentos e hábitos na internet.

Existem 2 tipos de cookies mais usados,  o primeiro deles é o “first-party”, que só rastreia as informações dentro do site em que foram programados.

O segundo tipo (e o mais insistente deles), são os cookies que rastreiam toda a navegação, a eles deram o nome de “third-party cookies”, em inglês.

 

A discussão sobre privacidade e o anúncio do fim dos Cookies

Desde o ano passado, a discussão sobre privacidade e proteção de dados sensíveis vem tomando conta da internet.

Lives que abordam o tema, matérias e conteúdos sobre o assunto inundam a internet, afinal, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está em vigor e ela impacta diretamente nas ações de marketing e propaganda das empresas.

Os Cookies utilizam dados da navegação do usuário fornecendo às empresas informações personalizadas sobre os comportamentos dos internautas.

Assim, ele facilita a veiculação de anúncios direcionados para os gostos e hábitos dos consumidores.

Isso tudo gera lucro, por esse motivo, os Cookies são grandes aliados na publicidade digital das empresas, não à toa sua tecnologia é utilizada até hoje.

Apesar da sua importância, o fim dos Cookies representa um movimento importante de atualização do mercado. 

Essa modificação acompanha as transformações na forma de pensar e fazer negócios, bem como as relações entre pessoas e empresas no meio digital.

Por isso, a decisão do Google, considerando os padrões da nova lei de proteção aos dados, faz todo o sentido, visto que com essa ação os dados do usuário ficam menos expostos do que antes.

 

Decisão do Google acompanha o movimento do mercado

Presente na internet desde os primórdios, os Cookies já forneceram muitas informações às empresas.

Porém, com o movimento recente do mercado digital de zelar pela privacidade dos usuários, essa tecnologia passou a ser encarada como um risco à privacidade, além de um recurso ultrapassado da web.

Por esse motivo, o Google, assim como os concorrentes Firefox e Safari, segue o fluxo do mercado e opta por não utilizar mais os recursos dessa tecnologia.

 

Cookies em jogo, o que vem para substituí-lo?

Ainda que o fim dos cookies para as empresas possa representar uma perda no mecanismo facilitador de anúncios, já existem iniciativas de tecnologias que podem vir a substituir os Cookies.

Os Flocs (Aprendizagem federada de grupos), prometem fazer o mesmo serviço dos Cookies com o diferencial de não mapear os dados dos usuários de forma individual. 

Os dados de navegação do usuário seriam ofertados a empresas de modo anônimo, sem conter informações que identifiquem as pessoas individualmente, classificando anonimamente grupos de pessoas com preferências parecidas, por exemplo.

Ao que tudo indica, o Google se interessa pelo recurso, porém nada foi definido ainda e não se sabe se de fato isso seria uma vantagem tanto para empresas quanto para os usuários. 

O suporte do Google aos Cookies de sites terceiros acaba oficialmente em 2022. Até lá, a empresa estuda novos recursos a fim de encontrar, em um futuro não muito distante, um substituto para os Cookies.